A CARREGAR

Descrição

Passaram vinte anos e a recuperação do Chiado é, ainda, necessária.
Todas as cidades necessitam de incêndios para que se façam planos e subsequentes recuperações.

O plano de recuperação da zona sinistrada do Chiado foi, lentamente, executado.
Ficaram de foram alguns ”ardidos” e outros “não ardidos” a necessitar urgentemente de obra, como tantos outros fora da zona.

Ficou também por concluir a ligação do Pátio B às ruínas da Igreja do Carmo, ao Largo do Carmo e ao Elevador de Santa Justa.
O concluir de um percurso de lógica urbana, refazendo o que antes existiu, revitalizando espaços abandonados, esquecidos, espaços desleixados de tardoz que também são cidade.

Passaram vinte anos desde o primeiro convite e o Álvaro Siza voltou a ser chamado para concluir a este espaço do Plano e estendê-lo até ao que agora chamam Terraços do Carmo e que corresponde às plataformas existente a nascente da Igreja e Convento do Carmo/Quartel da GNR, ocupados por casario e construções de pouca qualidade,

Passaram vinte anos e também eu me revejo de volta ao Chiado, procurando cotas, interpretando desenhos, visitando o que foi feito e o que ainda espera.

O Plano de Ligação do Pátio B ao Largo do Carmo e Terraços do Carmo começou como um todo. Foram realizados os acordos e protocolos importantes e iniciaram-se os estudos.

Quase de seguida houve a necessidade de divisão do trabalho em duas partes; uma parte correspondente à ligação Pátio B ao Largo do Carmo e a outra aos Terraços do Carmo.

O Plano, agora aprovado pelas várias entidades, pouco diverge da ideia inicial e definida no Plano da Zona Sinistrada do Chiado.
Foram realizadas adaptações resultantes de novas premissas e de um melhor conhecimento da realidade.

O percurso é o mesmo e permitirá a descida até à Rua do Carmo ou Rua Garrett desde o Largo do Carmo, por meio de rampas, escadas e também por elevador público incorporado na recuperação do Edifício Leonel, edifício que suporta parcialmente o acesso, em ponte, desde e para o Elevador de Santa Justa.

Foi alargada a área de intervenção junto ao Edifício conhecido por Palácio Valadares ou Escola Veiga Beirão, criando urbanidade, permitindo outros percursos, maior vivência.

Simultaneamente ao trabalho de projectação a equipa de arqueólogo e antropólogo, abri, escavava nos pontos que nos pareciam essenciais para verificar e definir cotas, existências, confirmar convicções e leituras.

O resultado foi surpreendente e confirmaram convicções, obrigaram a correcções de cotas e adaptações às existências.
Serão necessárias mais escavações, mais estudos para que a história complete informação, enriqueça o urbano, suporte o Plano.

Seguem-se os estudos para a realização dos projectos de execução, as demolições das construções dos Terraços do Carmo e a segunda fase deste trabalho.

Complexo de procuras, dificuldades e encontro de soluções

Lecce, 17.04.2009

Carlos Castanheira, Arqto.

Ficha Técnica

Dono de Obra: Câmara Municipal de Lisboa
Localização: Portugal, Lisboa, Chiado
Projecto: 2008 - (…)
Construção: _______________.

Projecto de Arquitectura: Álvaro Siza com Carlos Castanheira

Escritório: Carlos Castanheira & Clara Bastai, Lda.
Projecto Base: Filomena Nascimento; Luísa Sarmento

Projecto de Execução - coordenação: Pedro Carvalho

colaboração: Marta Oliveira, Diana Vasconcelos


Projecto de Estruturas: Gabinete de Organização e Projectos, Lda.
Projecto de Instalações Mecânicas: Gabinete de Organização e Projectos, Lda.
Projecto de Electricidade: Gabinete de Organização e Projectos, Lda.
Ligação pedonal do Pátio B do Chiado, Largo do Carmo e Terraços do Carmo – 1ª Fase | Álvaro Siza com Carlos Castanheira
Carmo, Chiado, Lisboa | 2008 - (...)